O uso do Scrum para Startups

Soraya Lopes | | tive uma ideia

Scrum é um tipo de metodologia Agile de gerenciamento de projetos que se concentra na execução e velocidade.

No atual ecossistema, é comum se ouvir muito sobre método Lean, Scrum e Agile, mas afinal, do que se trata?

É preciso ter em mente que o maior objetivo do Scrum é a agilidade. Há algum planejamento envolvido nos estágios iniciais, mas a maior parte do tempo gasto em um projeto ágil está em entrega e execução, seja em código escrito, criando protótipos ou criando entregas tangíveis. Com isto, se aproveita a forma como as equipes realmente funcionam e lhes fornece as ferramentas para que as startups se auto-organizem e melhorem rapidamente a velocidade e a qualidade do trabalho.

Abaixo, resumimos um pouco o que cada um dos três papéis e principais termos para facilitar:

  1. Product Owner – é “dono”do produto, com conhecimento profundo sobre processos, funcionalidades e, principalmente, usuários. Eles compreendem a visão do cliente e o que eles querem realizar com o produto. Sua principal responsabilidade é garantir que a equipe está indo na direção certa, gerenciando as prioridades do Backlog.
  2. Scrum Master – trata-se do facilitador! Sua principal atribuição é se livrar dos obstáculos que estão no caminho do time, e viabilizar as entregas planejadas. Um dos maiores limitadores que uma equipe ou projeto Scrum sempre será o tempo. E o Scrum Masters ajuda a maximizar isso.
  3. Team Member – Eles constituem o núcleo da equipe Scrum! Essas equipes são idealmente constituídas por 5-9 indivíduos que são colaborativos, auto-organizados e, idealmente, multifuncionais. Finalmente, um membro da equipe não é simplesmente responsável por sua parcela do projeto. Também é esperado que ajude os demais membros da equipe a atravessarem barreiras e levar o time a entregar um produto de qualidade em cada final de sprint.
  4. Product Backlog –  lista que contém absolutamente tudo o que a equipe precisa fazer para um projeto específico. Ele descreve as histórias de usuários, e também é gerenciado pelo Product Owner. Esta lista também é ordenada por importância, com os itens mais importantes no topo da lista.
  5. Sprint Backlog – Um sprint é um período de trabalho, com início e fim. Isso pode ser tão curto como uma semana e até um mês. O backlog de sprint é semelhante ao backlog do produto, pois contém todas as histórias que a equipe decidiu entregar para um sprint específico. A equipe decide quais histórias um backlog de sprint terá durante a reunião de planejamento do Sprint.
  6. Gráficos de Burndown – Esta é outra coisa que o Product Owner se responsabiliza. Um gráfico de burndown essencial mostra quantas histórias ou tarefas o time deixou de fazer e o compara ao tempo. Quando a equipe está funcionando bem, o gráfico de queimação deve mostrar uma linha sempre decrescente, até o eixo dos x.

Se você é está planejando criar um produto ou startup, para empreender de forma mais eficiente e ágil, o Scrum pode ajudar! É preciso entender que qualquer metodologia ágil requer que se trabalhe com você e não para você. Apesar de ser possível contratar equipes e/ou empresas para desenvolvimento, fazer parte (sendo Product Owner ou assumindo outro papel) é fundamental para maior controle e conhecimento do seu negócio.

 

Transformando APIs em produtos

Soraya Lopes | | inovação

É importante saber que um programa de  API efetivo deve ser enraizado na estratégia de negócios abrangente de uma organização e contribuir para seus objetivos maiores. Para definir um programa de API neste contexto de alto nível, há três questões importantes para responder:

1. Por quê? – Por que queremos expor APIs através de um programa de API?

Em primeiro lugar, é preciso saber que core business da organização é valioso. Uma API é um canal para fornecer novos tipos de acesso ao valor existente que uma organização fornece. Do ponto de vista do cliente, os usuários da API devem estar preparados para pagar por isso, e tenha em mente que o valor está no efeito da chamada e não na própria chamada.

2. O quê? – O que queremos alcançar com o programa de API?

Pergunte-se o tempo todo: o que queremos alcançar com o programa API? Examine o programa API e sua estratégia associada como parte da estratégia comercial mais ampla. Aqui, pode ser útil reverter e analisar a teoria mais geral da estratégia, e como a visão interna e a visão externa informam as táticas que definem uma estratégia.

3. Como? – Como devemos projetar o programa de API para conseguir isso?

Tenha um plano e um modelo de negócios! Assim, será mais fácil traçar tudo sobre implementação e execução. Um plano deve consistir em: um roteiro de desenvolvimento claro, um compromisso com recursos e versões e regras de engajamento definidas. Um roteiro claramente articulado é fundamental para aumentar a confiança do desenvolvedor na API. Deve conter negócios, bem como elementos técnicos.

É importante ser muito claro sobre como uma API irá interagir com um modelo de negócios para:

  • – Trazer o foco de uma API para a organização, o que impulsiona decisões para assumir compromissos a longo prazo e alocar recursos suficientes;
    – Definir a funcionalidade de uma API no produto;
    – Buscar entendimento sobre os papéis e responsabilidades dentro de uma organização – Quem retém quais partes do valor gerado pela API? O que os usuários das APIs ganham? Como esse equilíbrio com o que o provedor da API ganha?

Para determinar seu modelo de negócio, concentre-se em entender como uma API pode ser aplicada para suportar negócios existentes e qual é a API certa para o seu modelo de negócios. Mesmo nos casos em que as APIs promovam novos negócios, elas geralmente o fazem alavancando os recursos ou conhecimentos existentes de novas maneiras.

Um pouco mais sobre teste A/B – Ciclo de testes

Soraya Lopes | | melhores praticas para seu app

Teste A / B é um processo que pode ser entendido como um ciclo. Ele se inicia com um elemento e depois se repete novamente. Cada novo ciclo lançará uma nova descoberta ou trará novas respostas.

Assumindo o teste A/B um processo contínuo, o fluxo ideal de trabalho de teste do seu aplicativo deverá ser desta forma:

  1. Pesquisa e brainstorming – Neste momento, define-se o que se quer testar e quais são seus objetivos principais;
  2. Determine suas variantes – Após a formulação de hipóteses e identificação dos elementos que pretende testar, é fundamental criar suas variações;
  3. Execução do teste – Agora, é preciso identificar e dirigir seu público para duas variações de uma página;
  4. Analise os dados e leia os resultados – Aqui se olha como as pessoas interagem com as páginas e suas variações;
  5. Aplicar o vencedor – Uma vez com um vencedor, é possível implementar mudanças ou usá-lo como ponto de partida para os testes seguintes;
  6. Executar testes de acompanhamento – É importante lembrar que otimização de conversão é um processo contínuo e um teste apenas não pode mudar os resultados. Continue executando testes mesmo que já esteja feliz com os resultados. Sempre há espaço para crescimentos e melhorias.

 

O melhor cenário seria obter resultados significativos na primeira tentativa. Porém, é comum pode enfrentar uma situação em que novas variantes mostram pouca ou nenhuma diferença. Há sempre razões específicas para isso, incluindo: mudanças minúsculas, pesquisas precárias, metas mal definidas ou incorretas. Atentar-se a estes pontos ajuda a alcançar melhores resultados.

Claro que no dia a dia a correria acaba diminuindo não só o tamanho do esforço da equipe para isto, mas também, a atenção geral. Jogar no escuro é muito mais arriscado que investir um tempo para que estes testes sejam realizados e a excelência no UX/UI e conversão sejam devidamente alcançados. Ter rigor e disciplina para uma análise periódica pode salvar o rumo e o barco todo.

Introdução teste A/B

Soraya Lopes | | melhores praticas para seu app

Teste A / B é um método de comparação de duas opções e a escolha da que oferece os melhores resultados. A lógica por trás disso é muito simples, pois considera a opinião de forma subjetiva como a melhor maneira de descobrir como o público interage com uma funcionalidade e após observar, trabalhar isto de forma quantitativa.

A melhor forma de fazer isto é dividir o público em grupos iguais, para que possam usar diferentes variações de um elemento. Cada grupo representa todo o público e se comporta como um usuário médio. Como resultado, é possível observar se um usuário se inclina para a opção 1, 2 ou 3 (em caso de teste multivariável). A ideia é aplicar o desenho com melhor desempenho entre os usuários.

É preciso ter em mente que não é apenas para páginas web ou aplicativos que você pode aplicar o teste. Perguntas como: Qual nome promove melhor o produto?
Qual CTA (Call To Action) recebe mais cliques? Quais screenshots que convertem mais usuários nas lojas de aplicativos?

Para responder a estas perguntas, você testa cada passo – desde a aquisição até a conversão para compra – e otimiza seus elementos, sempre que possível.

Qualquer teste deve ser iniciado com hipóteses maduras sobre aquisição, uso e conversão de vendas e outras que pretende ter com o produto. Após isto, o importante é estabelecer metas claras:

  1. Avaliar um produto: um teste de pré-lançamento permite ter uma visão inicial de como será o comportamento frente ao produto. Para isto, usa-se elementos de página/tela para teste A/B e determina melhor o que tem melhor desempenho entre os usuários;
  2. Aumentar taxa de conversão de um App:  é possível alcançar através da adição de vídeos, mudança de ícones ou screenshots, adicionando CTA e prova social para uma descrição, localizações, etc.
  3. Validar um novo canal de tráfego: Com o teste A / B, é possível ver como as pessoas provenientes de novos canais de tráfego interagem com o conteúdo e quais os elementos que os envolvem mais;
  4. Entender o  posicionamento do produto: O produto não muda, mas o posicionamento sim. Antes de reposicionar um produto, é fundamental entender se os usuários realmente recebem e entendem a nova mensagem;
  5. Analisar diferentes segmentos de público: Com o teste A / B, você pode executar experiências para analisar não apenas os elementos da página, mas também sua audiência. Neste caso, o teste diz como você se conecta com o público-alvo e ajuda a otimizar a mensagem de uma página/tela.

 

Como vimos, teste A / B serve não apenas para determinar algumas características e comportamentos do produto, mas também, para entender quais os principais canais, segmentos de usuários, formas de conquistar e fidelizar. Vale muito a pena investir nisso, a sua taxa de sucesso cresce exponencialmente e sua confiança também.

 

As 5 forças de Porter para seu app

Soraya Lopes | | tive uma ideia

As cinco forças de Porter é uma excelente ferramenta para analisar o nível de competitividade do seu negócio no mercado. Isto é fundamental para identificar seu posicionamento no seu nicho de atuação, e a partir disso, criar estratégias para atrair a preferência do público-alvo.

O instrumento é um modelo para análise de competitividade de ambiente externo, criado por Michael Porter na década de 70. O método ajuda a compreender as forças rivais de um negócio ou produto, ajudando a entender o grau de atratividade de um setor da economia e a identificar quais os principais fatores de interferência na competitividade.

Para ajudar a entender melhor, descrevemos abaixo as Cinco Forças, confira:

Força 1: Rivalidade entre Concorrentes: trata-se, talvez, da mais importante das forças, é responsável pela análise da atividade e agressividade dos concorrentes diretos ao negócio e/ou produto. Deve-se focar naqueles que comercializam produtos e serviços iguais ao seu, buscando compreender todas as características, de funcionalidades à operação do negócio.

Força 2: Barreiras à entrada de Concorrentes: aqui a análise passa pela ameaça da entrada de novos players e identificar quais seriam as possíveis barreiras no mercado que poderiam barrar, bem como, o poder de reação das empresas já estabelecidas.

Força 3: Poder de barganha dos Compradores: define-se como a capacidade de barganha dos cliente para com as empresas do mesmo ramo. Está diretamente ligada ao poder de decisão dos consumidores sobre os atributos do produto, sobretudo, quando à sua qualidade e preço. Os compradores possuem poder se: os produtos não possuem diferenciação entre si, as compras são de grande volume, as margens são estreitas e o comprador pode decidir por fabricar o próprio produto.

Força 4: Poder de barganha dos Fornecedores: existe este poder quando o mercado é dominado por uma quantia escassa de fornecedores, os produtos são exclusivos ou diferenciados e o custo para realizar a troca de prestador é muito alto.

Força 5: Ameaça de produtos ou bens Substitutos: são os produtos que não tenham as mesmas características que o seu, mas conseguem suprir a mesma necessidade. É importante saber que, em geral, aparecem em nichos extremos e tendem a se estabilizarem em todo segmento.

Se está criando um produto digital, use este instrumento para fazer análises e cenários, logo após a determinação de sua proposta de valor e de seu modelo de negócio. Assim, seu estudo poderá ser muito mais rico, buscando entender e definir como será a forma que você deve posicionar seu produto no mercado, como pode enfrentar concorrências e saber como se relacionar com fornecedores e consumidores.

Como ganhar mais usuários com vídeos nas lojas de app

Soraya Lopes | | melhores praticas para seu app

Apesar das dificuldades de se criar um vídeo demonstrativo de seu app e disponibilizá-lo nas lojas, é fundamental para a ASO.

Os principais desafios é que muitas pessoas não assistem ao vídeo os custos de produção que podem torná-lo caro para testar e otimizar. Porém, o valor que se ganha por ter um bom vídeo não é apenas melhoria de conversão, mas sobretudo, aumento no LTV (LifeTime Value).

Os usuários que reproduzem o vídeo e, em seguida, optam por instalar seu app são de longe de maior qualidade, pois eles têm a melhor ideia de como usar o aplicativo e são os que mais provavelmente usarão o produto com maior frequência.

Após um longo estudo sobre vídeos e conversões, listamos alguns pontos que podem te ajudar a criar um que seja matador na conversão de usuários qualificados:

  1. Use bons elementos visuais: A riqueza visual dos vídeos oferece um excelente meio para a entrega de mensagens. Lembre-se que o ideal é educar os usuários para que captem suas propostas de valor e que possam ter uma simulação mais precisa da experiência do aplicativo. E o mais importante, para obter os espectadores animado sobre o seu produto.
  2. Prenda a atenção já de cara: menos de 10% dos usuários visualizam mais que 5 segundos dos vídeos, sendo assim, inicie com sua mensagem mais convincente para atrair mais engajamento.
  3. Que seja curto e direto: Tenha em mente que  Apple permite que o material tenha entre 15 e 30 segundo, mas o Google não limita esta duração. Não fique tentado a criar um longa-metragem, mantenha o tempo inferior a 30 segundos e será muito melhor.
  4. Cuidado com Sons e Narração: trilha e narração são sempre bem-vindas, mas é importante sempre considerar que muitas pessoas assistem a vídeos em áreas públicas enquanto seus telefones são silenciados, para que todos possam ter uma boa experiência, envolva os usuários com legendas, textos explicativos e telas de transição cronometradas que contextualizam a rica experiência visual.

 

Vídeos são ótimas ferramentas para otimizar a conversão de aplicativos e aumentar a qualidade do usuário, mas é preciso otimizá-los para ter a atenção dos usuários, trabalhando sempre com materiais com tempo inferior de 30 segundos, que iniciem com a mensagem mais convincente nos primeiros 5 segundos e que evite muito barulho ou que o entendimento não seja pleno visualmente.

Realidade aumentada: muito além do Pokemon Go

Soraya Lopes | | mercados e necessidades

O jogo Pokemon Go trouxe a popularização da experiência da realidade aumentada. Até hoje é comum ver pessoas de todas as idades buscando capturar personagens de desenhos animados em parques e outros locais públicos.

Mas esta tecnologia tem muitas outras aplicações para diferentes negócios. Um bom exemplo disso são as lojas de comércio eletrônico Wayfair e Houzz, ambas estão experimentando com seus apps o uso da realidade aumentada para dar aos usuários uma forma de ver como os móveis que desejam comprar ficariam em suas casas.

E qual é o segredo para isto? Na verdade é bem simples! Basta os usuários manterem suas câmeras no espaço que busca experimentar o móvel e ver a imagem dele sobreposta. Bem parecido com o Pokemon. Assim é possível escolher seus favoritos e compará-los em seu espaço real antes de comprar.

Além de potencializar as vendas de móveis, esta tecnologia tem potencial de trabalhar inúmeras outras situações. Imagine poder experimentar roupas, sapatos, acessórios, maquiagem e imóveis!

Existem possibilidades intermináveis ​​para as empresas quando se trata de compras de realidade aumentada. Então, faça  sua ideia ou  seu produto muito mais vendedor, ajudando seus clientes usuários a tomarem suas decisões.

Quer ajuda para se inspirar? Mande um e-mail para alo@sobreapps.com.br e agende um papo.

 

Afinal, o que é Inteligência Artificial?

Soraya Lopes | | filosofando

Antes de mais nada, é importante alinhar uma coisa urgente: Inteligência Artificial não é o que os filmes sempre nos mostraram, mas sim, um programa desenvolvido para aprender e evoluir.

A tecnologia pioneira em Machine Learning é a rede neural (NN), que imita (de forma bem simples) as habilidades de reconhecimento de padrões do cérebro humano, processando milhões de pontos de dados. O grande segredo aqui é que o reconhecimento de padrões é crucial em termos de inteligência.

A IA aplicada requer uma espécie de treinamento supervisionado, como se estivesse ensinando uma criança, combinando professores e alunos para melhores resultados. Atualmente temos alguns casos que vale a pena acompanhar sua evolução:

  1. Facebook – reconhecimento de rostos humanos;
  2. Google Autonomous Cars – carro que dirige sozinho;
  3. Google Allo – assistente pessoal.

 
É fato que estamos cada vez mais próximos de uma IA que os dados de um sistema ajuda a máquina a aprender, a partir de uma tecnologia que está em desenvolvimento: Treinamento Adversarial em Redes Neurais Recorrentes, mas ainda existe um longo caminho para que isto seja efetivamente alcançado, uma vez que pouco evoluímos desde o Teste de Turing (em um artigo de 1950, Alan Turing  fala sobre um jogo de imitação no qual um juiz humano é confrontado com um computador e um ser humano para ver se eles podem diferenciá-los usando apenas conversas de texto através de um terminal).

É importante acompanhar os principais players e suas ações com relação à Inteligência Artificial. É permitido se arriscar em desenvolver funcionalidades e características que se valem de IA, pois trata-se de um tema que vai caminhar a largos passos para sua evolução e consumo.

Está lançado o desafio: como você pode se valer de de um produto que incorpora a capacidade de aprender, trabalhar e decidir ou, ao menos, que para que possa responder inteligentemente em várias situações, para responder à proposta de valor esperada de seu usuário?

Se você tem alguma ideia neste sentido, nos mande um e-mail (alo@sobreapps.com.br) temos interesse em bater um papo.

 

Algumas regras para ter um bom site responsivo

Soraya Lopes | | mercados e necessidades

Ter um design responsivo é obrigatório nos dias atuais, principalmente se quer ter uma interface amigável para qualquer dispositivo. Até mesmo para ter uma melhor posição na lista de resultados de busca Google, o site deve ser otimizado para diferentes tamanhos de tela.

Para facilitar a vida de todos, levantamos algumas regras essenciais para a criação de algo realmente caprichado.

1 – Ser responsivo não é se adaptar a uma tela pequena:

Ser responsivo de verdade é ser capaz de apresentar melhores experiências para os usuários em diferentes dispositivos. Isto inclui proporcionar, em alguns casos, diferentes comportamentos ou apresentar diferentes benefícios para todos os tamanhos de tela.

Sendo assim, a experiência deve ser excelente nas telas pequenas e nas telas grandes.

 

2 – Equilibre tamanho e velocidade, não se pode ter tudo sempre:

Imagens de alta definição tendem a ser grandes, e ser grande no universo móvel pode significar lentidão para carregar. Se o layout é cheio de imagem, provavelmente o tamanho do arquivo da página também será, e isto deve ser carregado pelo 3G nosso de cada dia. Não tem como ser maravilhosa a experiência, né?

Corte todas as imagens desnecessárias de seu layout se você quer que acessem seu site em qualquer lugar de qualquer forma. Use ícones em vez de imagens para o que for possível, verá que o resultado será bem melhor.

 

 

3 – Considere sempre um dedo gordo:

Diferentes dispositivos apresentam diferentes formas de interação com formulários, botões e links. Usar o mouse sempre facilita a precisão de posição do clique, mas usar o dedo muda tudo.

Trabalhe a generosidade nos tamanhos de botões e áreas clicáveis para facilitar a vida de seus usuários.

 

4 – Faça da navegação algo simples e agradável:

O objetivo é o usuário navegar, certo? Então, é preciso projetar buscando a melhor experiência para todo e qualquer dispositivo. O ideal é se concentrar em manter cada passo claro e fácil, incluindo formas diferentes de acesso em cada tipo de tela.

Seja consistente na navegação, crie uma interação e um estilo que permita e facilite isto.

 

5 – Como para tudo na vida, é preciso considerar o contexto:

Quando se trabalha com diferentes tipos de tela, é preciso ter em mente que o conteúdo pode variar de posição (horizontal e verticalmente). Por conta disso, é de extrema importância pensar na relevância, para o usuário, de cada conteúdo para priorizá-lo na tela.

Então, a coisa deve ser muito mais pensada, do que apenas um layout “fit-to-size”, deve ser considerado o contexto e o conteúdo.

 

6 – O importante é o que importa:

Se quer usar a abordagem “Mobile First”, é preciso focar apenas no conteúdo ou recursos mais importantes para as pessoas e eliminar todo o resto. Você pode até apresentar estes pontos nas telas maiores, mas é preciso aceitar que no fundo eles não importam e podem ser removidos sem dó.

Pratique o desapego, se quer estar bem em todo lugar, é preciso carregar o mínimo de coisa possível.

 

A melhor forma de ter certeza que seu site terá um layout que proporcione uma boa experiência independentemente do tamanho da tela, é testá-lo em diferentes dispositivos. Planeje, desenhe e valide, sempre considerando estas regras e tantas outras que será possível identificar aprendendo com seu produto, projeto e usuário.

Como evitar problemas de usabilidade do seu app?

Soraya Lopes | | melhores praticas para seu app

Se os aplicativos concorrentes atraem mais usuários que o seu? Você investiu esforços e recursos em marketing e seu público-alvo parece evitar seu app? Existe um número considerável de instalações com baixo índice de retorno?

Se pelo menos duas respostas às perguntas acima foram sim, então, preocupe-se com a usabilidade de seu produto. É possível que ele não tenha uma interação eficiente, intuitiva e agradável, o que força quem o usa a abandoná-lo. Saiba que não há plano de marketing suficiente para te ajudar se a experiência deixa a desejar.

Para ajudar, listamos alguns passos para evitar estes problemas:

Implemente algum Mobile Analytics para detectar qualquer problema de usabilidade:

Os dados sempre salvam quando se precisa saber onde melhorar. Existem várias ferramentas que podem ajudar: Google Analytics, Mixpanel e Flurry, por exemplo. Inicie entendendo os seguintes números, e a partir disso, crie um plano de melhorias: Número de usuários novos e retornos, Número de sessões e duração da sessão, Freqüência de uso do aplicativo, Público-alvo (sexo, idade, idioma, localização), Eventos no aplicativo e Navegação na tela.

Analisando os dados:

Tenha os dados de navegação como seus principais aliados, porque fornecem um cenário detalhado de como seu público-alvo interage com o aplicativo e ajuda a detectar os erros de usabilidade que seu produto apresenta. A principal forma de gerenciar os dados é você analisar todos os caminhos que um usuário comum navega pelo app, um bom exemplo disso é em um app de commerce a tela final deve sempre ser a de agradecimento. Com isto, é possível entender o momento que o seu user abandona o fluxo e ajustar isto.

Questione-se e crie hipóteses:

Para ajudar a entender melhor, pergunte-se porque os usuários abandonam seu app na tela principal. Na maioria dos casos, o usuário não identifica o objetivo do produto e como iniciar o fluxo principal dele. Ou simplesmente, não o agrada a forma de interagir. Se você está tentando vender online, saiba que em geral, as pessoas abandonam carrinhos em apps de comércio eletrônico porque não conseguem descobrir como preencher os campos solicitados, é difícil de identificar se o pagamento foi realizado e existem produtos no carrinho, mas não é fácil de vê-los.

Crie Personas e Casos de Uso:

Ainda é a melhor forma de entender e descrever o que o seu usuário precisa mais de seu app. Focar a interface no que importa já é meio caminho andado para tornar seu produto mais aderente à experiência esperada por quem o usa. Criar personas é fundamental para a fase de teste de usabilidade. Isto porque, é muito mais fácil criar instruções para um grupo de teste quando você estiver ciente dos recursos de comportamento do usuário.

Teste de Usabilidade:

Para fazer teste de usabilidade você vai precisar de um grupo de pessoas para representar seus personagens e criar instruções para testar diferentes cenários e ver como as pessoas interagem com o aplicativo. Uma dica aqui seria criar uma conta especial para fins de teste para facilitar a identificação de qualquer irregularidade. Não tenha pressa, o ideal é que seu grupo de teste tenha muito tempo para testes de usabilidade.

É fácil de perceber que quando a experiência do usuário com o app deixa muito a desejar, o produto simplesmente não resolve o problema do cliente e com certeza não será usado no longo prazo. Ser humilde e reconhecer que apesar de acreditar que tudo esteja perfeito, a experiência do seu user é a única prova possível para confirmar ou refutar isto.