Afinal, o que é Inteligência Artificial?

Soraya Lopes | | filosofando

Antes de mais nada, é importante alinhar uma coisa urgente: Inteligência Artificial não é o que os filmes sempre nos mostraram, mas sim, um programa desenvolvido para aprender e evoluir.

A tecnologia pioneira em Machine Learning é a rede neural (NN), que imita (de forma bem simples) as habilidades de reconhecimento de padrões do cérebro humano, processando milhões de pontos de dados. O grande segredo aqui é que o reconhecimento de padrões é crucial em termos de inteligência.

A IA aplicada requer uma espécie de treinamento supervisionado, como se estivesse ensinando uma criança, combinando professores e alunos para melhores resultados. Atualmente temos alguns casos que vale a pena acompanhar sua evolução:

  1. Facebook – reconhecimento de rostos humanos;
  2. Google Autonomous Cars – carro que dirige sozinho;
  3. Google Allo – assistente pessoal.

 
É fato que estamos cada vez mais próximos de uma IA que os dados de um sistema ajuda a máquina a aprender, a partir de uma tecnologia que está em desenvolvimento: Treinamento Adversarial em Redes Neurais Recorrentes, mas ainda existe um longo caminho para que isto seja efetivamente alcançado, uma vez que pouco evoluímos desde o Teste de Turing (em um artigo de 1950, Alan Turing  fala sobre um jogo de imitação no qual um juiz humano é confrontado com um computador e um ser humano para ver se eles podem diferenciá-los usando apenas conversas de texto através de um terminal).

É importante acompanhar os principais players e suas ações com relação à Inteligência Artificial. É permitido se arriscar em desenvolver funcionalidades e características que se valem de IA, pois trata-se de um tema que vai caminhar a largos passos para sua evolução e consumo.

Está lançado o desafio: como você pode se valer de de um produto que incorpora a capacidade de aprender, trabalhar e decidir ou, ao menos, que para que possa responder inteligentemente em várias situações, para responder à proposta de valor esperada de seu usuário?

Se você tem alguma ideia neste sentido, nos mande um e-mail (alo@sobreapps.com.br) temos interesse em bater um papo.

 

Está apaixonado pelo seu app? Cuidado, isso pode ser perigoso.

Soraya Lopes | | filosofando

Há alguns anos que trabalhamos com empreendedores e Startups, e podemos dizer que todos com quem já trabalhamos ou conversamos tem algo em comum: pretendem fazer um produto do qual se orgulham e que possa resolver problemas reais das pessoas ou empresas.
Apesar de ser apaixonante, é preciso ter bastante cuidado: às vezes, muitos ficam cegos por sua própria convicção, sem conseguir ver os pontos falhos de seu produto. E acredito, isto acontece muito mais do que se imagina.
Pensando nisso, listamos as coisas mais comuns que vemos no dia a dia, e como evitá-los:

  • Não perceber que seu produto precisa de marketing: como todo produto, para se alcançar um bom resultado, é preciso ter um bom marketing. Por mais maravilhoso e promissor que seja seu app, ele precisa de uma sólida estratégia de divulgação e comunicação. Quem morre de amores pela sua criação, tende a acreditar que a demanda será orgânica e não é preciso investir em divulgação. Está aí um erro fatal!
  • Não saber reter seu usuário: qualquer negócio depende da fidelidade de seus clientes, não tem como fugir disso. Muito estudos mostram que quase 80% dos usuários abandonam seus aplicativos recém-baixados nos primeiros 3 dias. Sabe o motivo? Simples: os usuários não entendem o valor e a funcionalidade do produto. É importante lembrar que o usuário nunca tem culpa, isto acontece porque o aplicativo foi mal planejado ou construído. Bom, quem está apaixonado, em geral, vê seu valor claramente e nem imagina que outras pessoas não iriam entender. Basta perguntar para um apaixonado para que serve o produto e lá vem uma explicação enorme, elaboradíssima, cheia de motivos para usar sempre. Se o fim não cabe em mínimas palavras, será abandonado em 3 dias.
  • Não se adaptar às mudanças: uma coisa que é preciso saber nessa vida digital é que tudo está em constante transformação. Isto se aplica sobretudo aos produtos mobile, pois tanto as lojas, quanto os sistemas operacionais dos aparelhos se atualizam, ao menos, uma vez por ano, sem contar o mercado que é sedento e acostumado com novidades e tendências. Sendo assim, dê importância a cada parte da criação e monitore tudo o que puder para fazer constantes ajustes. Por isso, assumir que um app é completo ou perfeito é umas das coisas mais perigosas de se fazer.

Acreditar no seu negócio e se manter motivado para criar, construir e crescer é uma coisa maravilhosa e ajuda a ultrapassar obstáculos. Mas existe uma linha tênue entre ter fé em seu produto e pensar que ele é perfeito. Tente ter por perto sempre um “advogado do diabo” para levantar algumas perguntas (que podem até ser dolorosas, mas fundamentais).
Lembre-se seu aplicativo pode ajudar os usuários a resolverem problemas, mas isso não significa que você sabe o que passa pela mente do usuário. Obter uma perspectiva diferente e abraçar a necessidade de mudança pode ser o que falta para seu app.

4 Tipos de boas ideias de app que podem não estar na hora

Soraya Lopes | | filosofando

Nos últimos anos tivemos uma evolução surpreendente em quantidade e qualidade de ofertas de produtos interativos e serviços auxiliares.

Com a popularização do smartphone, não apenas surgiram novas aplicações  funções para todos os tipos de equipamentos, uma estrada de oportunidades e negócios se abriu. Por outro lado, fatores externos podem ser ameaças para a implantação ou adesão de seu produto.

Para te ajudar a questionar sua ideia e entender os possíveis riscos e ameaças, elencamos 4 tipos de ideias de app que podem não estar na hora por questões externas ou por possíveis pontos internos.

  1. Apps para Smart TVs: dois pontos requerem bastante atenção para riscos internos do projeto seriam a baixa disponibilidade de programadores e outros profissionais com experiência e foco neste tipo de produto e a provável grande necessidade de suporte e manutenção do produto, por pluralidade de marcas, tipos e formatos. Do ponto de vista externo, os preços altos e a economia preocupante podem diminuir suas chances com receitas que dependam exclusivamente de volume de usuários. Pense como contornar tais pontos ou como se preparar para as possíveis buchas no atendimento.
  2. Gadgets: Vestíveis, acessórios e sensores estão passando por um lamentável teste de provação. Com o câmbio desfavorável para importação seus custos de produção ou de estoque aumenta diminuindo suas chances de alcançar volumes interessantes, sobretudo em época de crise. Pense em como diminuir os custos ou entenda como poderá tornar seu produto atraente ao ponto de conseguir a demanda desejada.
  3. Beacons: No Brasil os usuários ainda preferem deixar o Bluetooth desligado, isto inviabiliza o uso e a boa experiência para alguns tipos de produtos, principalmente para os B2C. Recompensar pode ser uma saída, mas tome cuidado: os custos de importação e possível suporte para os hardwares pode diminuir suas possibilidades de ações de adesão.
  4. Receita por Anúncio: preste atenção como estão os segmentos que se valem deste modelo de negócio. Com o crescimento dos grandes players como Google e Facebook, negócios como mídias e outros produtores de conteúdo e culturais tiveram uma diminuição significativa no faturamento. Entenda se seu produto tem mesmo competitividade suficiente para driblar isto, ou busque uma forma nova e diferente de garantir sua receita.

Desafios e riscos não devem ser encarados como motivos para desistir ou deixar de lado a sua ideia. Conhecer as principais ameaças e estudar a fundo o mercado e seus concorrentes é fundamental para que se possa desenhar e implementar uma solução mais competitiva e que tenha maiores chances de sucesso.

Mantenha o foco e se questione o tempo todo, assim, qualquer dificuldade pode ser transformada em oportunidade ou te ajudar a driblar futuros problemas.

Quer ajuda para entender a viabilidade de seu app? Mande sua ideia para alo@sobreapps.com.br que te ajudamos a entender melhor como se safar.

A Arte imita a Arte? Netflix e o suposto uso de Big Data

Soraya Lopes | | filosofando

Estaria a Netflix usando algoritmo que levanta as principais preferências de seus usuários para criar roteiro de suas séries?

Bom, é isto que sugere a matéria  Série da Netflix sinaliza auge de manipulação do público que, apesar do título que critica o suposto estudo de hábitos para criação da série Stranger Things, no texto atribui o sucesso de premiações e audiência das últimas séries da companhia a isto.

Se isto se confirmar, podemos estar diante de um grande case de uso de Big Data. Muito se diz e planeja, mas pouco se aplica no dia-a-dia das empresas. Devemos lembrar que trata-se não apenas de um grande volume de dados, mas sim, do que realmente as empresas fazem com os dados que importam ao seu negócio.

A hipótese de criar conteúdo (ou produtos e serviços) a partir de análise de consumo e nível de satisfação é recorrente em diversos planos de negócios, sobretudo no ponto de vista de vender dados e análises para empresas aplicarem estratégias ao business. Porém, no ecossistema de Startups e produtos digitais, existe pouca demanda (pelo menos consciente e disposta a pagar) para isto.

O argumento é sempre muito bom. Veja alguns exemplos de aplicação:

  1. Varejo: entender hábitos de compra e planejar promoções atraentes e assertivas, ou seja, “saber o que o consumidor quer, antes mesmo dele saber”;
  2. Medicina: entender patologias e hábitos de vida dos pacientes e sugerir tratamentos e formas de prevenir doenças;
  3. Agricultura: analisar solo, clima, culturas e como tudo isto pode ser melhor combinado para aumentar produção e retorno financeiro;
  4. Serviços: saber o que realmente o consumidor precisa, como usa e qual sua demanda para compor ofertas personalizadas que podem não apenas aumentar vendas, como diminuir demanda por suporte e atendimento.

As aplicações são inúmeras, mas qual a maturidade do mercado para isto? Por mais que estejamos engatinhando neste ponto, a forma como a Netflix pode estar criando conteúdo relevante, de sucesso e aclamado pela crítica pode ser um passo muito grande para o início da implementação massificada.

Vamos ficar de olho neste caso e no mercado, e se você tiver uma ideia sobre isto, entre em contato conosco, queremos entender como podemos ajudar você a transformar a forma como se cria e consome produtos e serviços digitais.

Expandindo experiências visuais

Bruna Bites | | filosofando

Um dos nossos objetivos é abrir um espaço para discussão com contribuição de amigos e parceiros que possuem conhecimento na área mobile ou correlatas.

Nosso primeiro a topar foi Guilherme Tosetto: fotógrafo, mestre em arte multimídia, que se interessa pelos usos da fotografia nas várias áreas do conhecimento humano e também por todo tipo de aparato fotográfico. Atualmente vive em Lisboa onde desenvolve doutorado sobre acervos fotográficos de museus e usa o restante do tempo para testar todos aplicativos de captação e edição de imagem que encontra por aí.

Que nossas mediações sociais se dão cada vez mais por meio de telas e aplicativos já não é novidade. Há alguns que criticam a substituição das relações físicas pelas virtuais, mas há muito mais pessoas que estão cada vez mais apegadas aos seu gadgets e apps para compartilhar informações, fotos e vídeos nas milhares de telas e janelas disponíveis por aí.
O que vale a pena pensar daqui para frente é como estas práticas sociais e culturais vão se expandir em um futuro post-screen (pós-tela), perceber as tendências e entrar nesta onda, antes que fiquemos para trás.
Alguns conceitos são essenciais para compreender o que estamos vivendo e o que vem por aí:

– estamos em um momento de convergência de mídias, todo o aparato comunicacional está em nossas mãos, somos chamados para a interatividade o tempo todo e, principalmente, somos desafiados a agir sobre estes conteúdos que circulam em rede ao nosso redor;

– a diferença entre trabalho e lazer se tornou irrelevante, não há mais barreiras. Estamos constantemente administrando telas nos mais diferentes níveis, seja respondendo ou deletando mensagens, enviando fotos ou postando algum link em nossas redes sociais;

– os aplicativos alargam nossas experiências culturais e expandem nossa acessibilidade a conteúdos visuais até então inacessíveis. Podemos testar novas maneiras de fotografar por meio de apps com centenas de filtros que vão além daquilo que vemos com nossos próprios olhos, criando distorções, simulando equipamentos vintage, entre outras possibilidades – e até de filmar, por exemplo, vídeos acelerados ou em slow motion;

Sobre esta expansão da experiência visual e cultural pela acessibilidade de novos conteúdos, o Museu de Arte Moderna de São Paulo serve como um belo exemplo. O MAM criou dois aplicativos: um deles é o MAM Quebra-Cabeça, um jogo em que o usuário pode montar quebra-cabeças a partir de 51 obras selecionadas do acervo, podendo escolher qual obra lhe atrai mais, define o nível de dificuldade e ainda pode compartilhar o desafio com outros usuários. O outro aplicativo é o MAM Coleção, desenvolvido a partir do Google Open Gallery, disponível apenas para Android. Com este aplicativo o usuário pode conhecer parte do acervo, selecionando obras a partir de exposições recentes realizadas no próprio Museu, e ir além. Ao selecionar uma obra, sua imagem pode ser ampliada com a ferramenta do zoom, permitindo alcançar detalhes que não poderiam ser vistos em uma exposição convencional a olho nu, por questões de montagem e até de segurança da obra.

A partir de exemplos como estes podemos pensar outras formas de explorar conceitos, como a convergência, visualidade e acessibilidade permitida pelos aplicativos no campo da cultura. As ferramentas e o contexto estão dados, basta pensar e construir.


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