Se você quer ter um produto inovador e popular, é preciso arquitetar com um propósito: atender a rede.

Soraya Lopes | | mercados e necessidades

Com a evolução computacional e o crescimento exponencial da capacidade de armazenamento e processamento dos aparelhos, e também de robustez e complexidade (o que requer cada vez mais armazenamento e processamento, viu o ciclo?) a indústria de hardware e software vem trabalhando pesado para garantir a melhor performance e a experiência ideal para o usuário.

Performance e experiência sempre andam juntas. É muito difícil proporcionar uma boa experiência sem que o produto se apresente rápido, simples e sem bugs. E tal preocupação aumenta quando falamos de produtos mobile, isto porque além dos aplicativos interagirem com componentes do próprio smartphone (câmera, gps, lanterna…), vem cada vez mais se comunicando com diferentes servidores e sistemas independentes (por meio de APIs) e também com hardwares diferentes (por meio de bluetooth, por exemplo), sem falar da rede e sua qualidade que é algo que se foge ao controle de qualquer um (3G, 4G, Wifi).

Estamos vivendo um momento ímpar no relacionamento entre empresas, pessoas, softwares e objetos. Com a Internet das Coisas e a Nova Economia, ficou mais evidente a malha de dispositivos. Esta malha é um enorme conjunto de pontos usados para acessar apps, informações, interações com pessoas, redes sociais, governos, empresas e até seu carro. Tal situação vem estabelecendo uma nova experiência para o usuário: mais contínua e mais integrada ao seu ambiente.

Ora, se estamos falando de experiência integrada do usuário com seu ambiente, esta vivência está diretamente ligada à continuidade do uso, independente de fronteira entre dispositivos da malha (relógio-telefone-computador-carro-tv), do tempo e do espaço. Sendo assim, a experiência flui apenas com a integração entre dispositivos do ambiente físico, virtual e eletrônico, enquanto o usuário se move de um local a outro sem interrupção.

A sua responsabilidade aqui então é: permitir que seu produto seja o mais integrável possível (com o aparelho, outros aplicativos e sistemas e até aparelhos físicos e eletrônicos). A discussão não está mais nos dados de cadastro, na forma como o usuário deve preencher algo ou compartilhar algo, e sim em como o ambiente deste usuário vai interagir com seu app e seu negócio para não só oferecer a melhor experiência, mas sobretudo, para não ficar de fora desse ecossistema.

Muito avanço de processamento e armazenamento, nos últimos tempos, se deu pela forma como os sistemas e seus componentes foram arquitetados: normalmente buscando menos exigência do hardware e diminuição de armazenamento de dado inútil e consumo de rede. Mas a boa relação entre performance e experiência não está apenas ligada a isto. Um novo padrão vem se estabelecendo no ponto de vista de implantação e manutenção: a arquitetura de microsserviços. A grande questão aqui é criar aplicações que suportam fornecimento ágil e implantação escalável, dentro do universo de integrações e interações que deve suportar.

Sendo assim, tanto o backend de seu produto, quanto o seu design, devem ser desenhados para permitir performance e experiência integradas a diferentes sistemas e até objetos, prevendo escalabilidade e agilidade para contribuir diretamente com o seu negócio.

Como operar seu produto usando Business Model Canvas

Soraya Lopes | | tive uma ideia

Todos os dias converso com várias pessoas sobre suas ideias de aplicativo ou negócio digital. E quase sempre elas dizem que já tem o Canvas pronto e que só falta desenvolver o produto, perguntando se podem me enviar o canvas para ter meu feedback.

Muitos destes canvas recebidos SEMPRE apresentam itens que influenciam bastante o escopo do produto, principalmente nas questões operacionais de venda, ativação e prestação do serviço. E o meu feedback para essas pessoas sempre vão com uma mesma dica: o Business Model Canvas não é apenas uma ferramenta de gerenciamento estratégico, é uma grande oportunidade para fechar as funcionalidades do produto.
Isto por 3 benefícios básicos do Canvas:

  1. Definição da forma como o produto vai operar e gerar valor no mercado: com isto, é possível não só determinar características e funções para tornar o app mais atraente para o mercado e com elementos que o diferenciam da oferta atual, como também, definir as principais funcionalidades que deverão responder aos principais fluxos operacionais;
  2. Desenho dos principais fluxos e processos: um app nada mais é que um sistema. É sempre importante lembrar que qualquer sistema é um grupo de processos automatizados e deve atender às necessidades do negócio. É com isto que fluxos de compra, pagamento e cancelamento, podem ter suas características e regras definidas. E estes fluxos sempre são parte do fluxo de uso do produto;
  3. Apresentação visual do modelo de atuação no mercado: faça uma divisão em cada campo e logo após a definição dos pontos do negócio, faça um exercício de que funcionalidades deveriam ser criadas para atender cada um dos pontos. Você verá que muitas coisas são adicionadas ou alteradas no seu escopo inicial. Faça o teste!

As principais definições técnicas podem ser definidas a partir do modelo, desde nível de segurança (criptografia ou fluxo de autenticação e cadastro de senha de acesso) a plataformas e linguagens de programação a serem usadas. Como assim? Fácil. Imagine que os clientes de seu produto sejam usuários de dados bancários ou uma empresa de seguros. O nível de segurança deve ser sempre alto para estes segmentos. Para isto, criar um fluxo de cadastro de email, recebimento de senha temporária por email e troca de senha com obrigatoriedade de caracteres especiais ou outras medidas semelhantes, faz mais sentido que para leitura de um conteúdo informativo, como um blog por exemplo.

Outra contribuição é com relação a priorização do desenvolvimento. Algumas características e funcionalidades podem ser deixadas para uma próxima fase, outras precisam ser consideradas o quantos antes, para operar minimamente o produto.

O canvas e seu esquema visual deixam muito mais evidente quais devem ser as funções com um peso maior. Seja pela relevância diante da diferenciação e atratividade, seja por sua importância na viabilidade do negócio e na sua operação.

Quer mandar seu Canvas para darmos uma olhada? Todos ganharão um feedback e os melhores modelos ganharão descontos especiais para nosso Laboratório de Prototipação Rápida. Para receber o feedback basta enviar um e-mail para alo@sobreapps.com.br com seu Business Model Canvas em anexo com o assunto “Avalie meu Canvas: [nome do projeto]”.

Startups na Campus Party 2015

Bruna Bites | | inovação

Acabou neste sábado dia 7 de fevereiro a Campus Party 2015. Além das várias palestras muito legais, o setor de Startups & Makers ganhou destaque este ano pela diversidade de temas e sobretudo, pela relevância dos negócios.

As Startups foram divididas em dois blocos: o primeiro (dias 4 e 5 de fevereiro) foram aquelas com sistemas e negócios iniciados, que já passaram por aceleração ou incubação; o segundo (dias 6 e 7 de fevereiro) foram aquelas em fase de pré-lançamento, que estavam conceituando, prototipando, desenvolvendo ou em beta teste (versão inicial para testes e ajustes).

A SobreApps visitou os dois grupos e encontrou alguns negócios interessantes, que merecem atenção nos próximos meses:

Primeiro Grupo:

  1. SmartCoin: Gateway de pagamento que tem como principal proposta a simplicidade. Sem burocracias para aprovação dos pagamentos (pois usa tecnologia e inteligência para evitar fraudes) permite que seu negócio (e app) aceite as principais bandeiras de cartão e até BitCoin! Vale a pena conhecer mais, promete revolucionar o mercado de Gateways que com pouca frequência atende as principais peculiaridades dos negócios.
  2. TraktoPRO: Excelente ferramenta para freelancers, permite efetuar cálculos de orçamentos de forma rápida e prática e montar uma proposta comercial de forma segura e elegante. Vale a pena conferir e testar para entender se atende seu negócio. Com certeza vai ajudar a fechar muitos freelas!
  3. Eyso: Plataforma que permite diagnosticar e a otimizar a aquisição orgânica de usuários do seu app. Além de diagnóstico de ASO e serviços de App Marketing, propõe o crescimento de downloads do aplicativo de forma exponencial. Fica a dica mesmo, é muito interessante e eficaz.

Segundo Grupo:

  1. Brabov: nas versões iOS, Android e Web, a ferramenta permite coletar dados e gerenciar a produção da fazenda. Voltado para o mercado pecuário, apresenta bastante potencial não só pela carência do nicho escolhido, mas também pelo modelo de negócio implementado. Vale a pena conferir e acompanhar.
  2. Ponto Educa: ferramenta de fidelidade que permite com que o usuário acumule pontos efetuando compras nas lojas parceiras e trocar por desconto em cursos. Não só a ideia surpreende como também os parceiros já conquistados. Fique de olho porque promete muito!
  3. Ideia Labs: inicialmente com automação de iluminação (lâmpadas inteligentes + aplicativo para controle) a Startup promete avançar para os demais recursos residenciais e comerciais. Ficamos na torcida e aguardando nossa lâmpada para testes.