Como operar seu produto usando Business Model Canvas

Soraya Lopes | | tive uma ideia

Todos os dias converso com várias pessoas sobre suas ideias de aplicativo ou negócio digital. E quase sempre elas dizem que já tem o Canvas pronto e que só falta desenvolver o produto, perguntando se podem me enviar o canvas para ter meu feedback.

Muitos destes canvas recebidos SEMPRE apresentam itens que influenciam bastante o escopo do produto, principalmente nas questões operacionais de venda, ativação e prestação do serviço. E o meu feedback para essas pessoas sempre vão com uma mesma dica: o Business Model Canvas não é apenas uma ferramenta de gerenciamento estratégico, é uma grande oportunidade para fechar as funcionalidades do produto.
Isto por 3 benefícios básicos do Canvas:

  1. Definição da forma como o produto vai operar e gerar valor no mercado: com isto, é possível não só determinar características e funções para tornar o app mais atraente para o mercado e com elementos que o diferenciam da oferta atual, como também, definir as principais funcionalidades que deverão responder aos principais fluxos operacionais;
  2. Desenho dos principais fluxos e processos: um app nada mais é que um sistema. É sempre importante lembrar que qualquer sistema é um grupo de processos automatizados e deve atender às necessidades do negócio. É com isto que fluxos de compra, pagamento e cancelamento, podem ter suas características e regras definidas. E estes fluxos sempre são parte do fluxo de uso do produto;
  3. Apresentação visual do modelo de atuação no mercado: faça uma divisão em cada campo e logo após a definição dos pontos do negócio, faça um exercício de que funcionalidades deveriam ser criadas para atender cada um dos pontos. Você verá que muitas coisas são adicionadas ou alteradas no seu escopo inicial. Faça o teste!

As principais definições técnicas podem ser definidas a partir do modelo, desde nível de segurança (criptografia ou fluxo de autenticação e cadastro de senha de acesso) a plataformas e linguagens de programação a serem usadas. Como assim? Fácil. Imagine que os clientes de seu produto sejam usuários de dados bancários ou uma empresa de seguros. O nível de segurança deve ser sempre alto para estes segmentos. Para isto, criar um fluxo de cadastro de email, recebimento de senha temporária por email e troca de senha com obrigatoriedade de caracteres especiais ou outras medidas semelhantes, faz mais sentido que para leitura de um conteúdo informativo, como um blog por exemplo.

Outra contribuição é com relação a priorização do desenvolvimento. Algumas características e funcionalidades podem ser deixadas para uma próxima fase, outras precisam ser consideradas o quantos antes, para operar minimamente o produto.

O canvas e seu esquema visual deixam muito mais evidente quais devem ser as funções com um peso maior. Seja pela relevância diante da diferenciação e atratividade, seja por sua importância na viabilidade do negócio e na sua operação.

Quer mandar seu Canvas para darmos uma olhada? Todos ganharão um feedback e os melhores modelos ganharão descontos especiais para nosso Laboratório de Prototipação Rápida. Para receber o feedback basta enviar um e-mail para alo@sobreapps.com.br com seu Business Model Canvas em anexo com o assunto “Avalie meu Canvas: [nome do projeto]”.

5 motivos para criar um protótipo para sua ideia de startup

Soraya Lopes | | tive uma ideia

Quantas ideias você já viu nunca saírem do papel? Quantos projetos iniciaram e nunca foram finalizados? Quantos produtos foram desenvolvidos e não foram bem aceitos pelo mercado? Temos certeza que você já ouviu falar em casos como esses e se perguntou: por que parece ser tão difícil dar certo?

Ao longo de anos trabalhando com empreendedores e startups, testemunhamos uma série de situações que culminaram no não sucesso de um produto. A grande maioria dos motivos poderia ser evitada se a ideia tivesse sido prototipada e submetida à experimentação de possíveis usuários e clientes, antes de ser desenvolvida e lançada.

Por conta disso, levantamos 5 dicas para criar um protótipo para sua ideia de startup. São eles:

  1. Entender mais sobre as dores de seus consumidores e do mercado e como atendê-las: qualquer protótipo é um convite para criação de uma ou mais hipóteses de solução de problemas de usuários e/ou clientes. Mapear as principais dores e carências do mercado não só colabora para um produto mais aderente, mas também, para um negócio mais promissor.
  2. Conhecer os principais concorrentes ou similares e saber como se diferenciar: o processo de pesquisa e benchmark ao se prototipar ajuda a compreender as melhores práticas de UX para o mercado alvo e as funcionalidades e características de diferenciação que podem diminuir riscos de novos concorrentes ou de falta de atratividade para usuários;
  3. Saber as principais formas de monetizar o produto e como tornar isto atraente para o cliente: prototipar é experimentar o produto numa escala menor. A partir de um protótipo bem planejado e executado, é possível validar as principais formas de ganhar dinheiro com aplicativos e produtos digitais, bem como, a melhor forma de tornar o produto atraente ao ponto de alguém pagar por ele;
  4. Ter uma lista clara de funcionalidades iniciais e saber priorizá-las no plano de desenvolvimento: Sem escopo não há protótipo. Entender as funcionalidades minimamente viáveis de implantar e conhecer aquelas que são relevantes para o usuário são passos fundamentais para ter um produto de sucesso;
  5. Receber feedback, de verdade: Falar sua ideia para amigos, mãe e tia não é a mesma coisa que apresentar o produto quase final para os possíveis clientes e investidores. Quanto mais próximo de finalizado, mais fácil de ter feedback sobre seu produto. Receber um feedback antes de investir todo seu dinheiro e tempo é bem melhor do que arriscar tudo em algo que tem grandes chandes de não dar em nada.

É preciso ter claro que não existe uma startup sem um produto, e um produto só se torna atraente para o mercado e para investidores na medida em que ele está mais próximo de acabado. Isto se deve, basicamente, ao seu potencial de empreendedor, de transformar a ideia em negócio.

Sendo assim, criar um protótipo não só é uma preparação para o desenvolvimento de sua startup, como também é o primeiro passo para apresentar sua capacidade de execução. 

Se você está querendo tirar sua ideia, nós podemos te ajudar com nosso Laboratório de Prototipação. Nova turma em 09/11, confira: http://goo.gl/5fXrlc

5 Coisas a considerar antes de desenvolver seu app

Soraya Lopes | | tive uma ideia

Aplicativos estão cada vez mais presentes e necessários no dia a dia das pessoas e nas estratégias de empresas e empreendedores, mas afinal, quais os principais pontos a se considerar antes de desenvolver um app?

Para ajudar a entender o melhor caminho e momento para criar seu aplicativo, separamos 5 perguntas a serem respondidas antes de sair construindo um projeto:

1. É possível fazer o que tem que fazer com um site responsivo?

A primeira coisa a ser considerada é se as funcionalidades e os comportamentos planejados poderiam ser facilmente desenvolvidos e utilizados pelos usuários em um site que seja usual no desktop e no navegador do smartphone. Isto porque, se faz parte do seu plano iniciar o projeto por web e depois partir para um app, priorizar as atividades do projeto e diferenciar o aplicativo do site é fundamental para garantir os menores tempo e custo e a maior qualidade.

2. Qual o objetivo do app?

A segunda questão que sugerimos é para que serve o app, já que isto pode determinar o roadmap de desenvolvimento e possíveis funcionalidades para atender o negócio ou a necessidade do usuário. Em geral, os principais objetivos de um aplicativos são: Branding, prestação de serviço, extensão de um serviço já prestado, canal de venda ou distribuição e venda de produtos consumíveis no próprio app.

3. Qual o modelo de negócio, ou, como ganhar dinheiro?

Boa parte das funcionalidades pode ser definida a partir desta questão. Se a ideia é faturar com vendas de consumíveis ou conteúdos no próprio app o desenvolvimento considera pontos diferentes se comparados com anúncios ou integração com gateways de pagamentos. Por causa disso, pense bem e tenha o mínimo de segurança possível com relação à sua decisão.

4. Qual a origem dos dados a serem apresentados no app?

Os dados apresentados no aplicativo deverá ser de uma base de dados já existente? Neste caso o desenvolvimento deverá contemplar integração (e às vezes até construção) com APIs. Já no caso dos dados serem criados e cadastrados por alguém, para isto deverá ser criado uma ferramenta web para input e gestão destas informações. Isto envolve diferentes profissionais, tempos e custos, então, entenda bem a natureza do conteúdo a ser apresentado em seu app.

5. Vai precisar de equipe (Design, desenvolvedores web e apps e QA)  para manutenção e suporte?

Desenvolver é uma coisa, manter no ar com melhorias e sem bugs é outra. Dependendo da complexidade do projeto (integrações, uso de servidor, lista grande de desenvolvimento e implementações, e uso de recursos ou webservices de terceiros) a contratação de um ou mais profissionais se torna obrigatório. Em geral, existem algumas opções para cada tipo de situação, elas vão desde contratar um número x de horas de um fornecedor para que ele possa fazer isto por você, até contratar um time com as competências necessárias para dar manutenção ao produto.

Dependendo das respostas para cada uma destas perguntas, é possível construir uma lista de prioridades para o desenvolvimento e um plano de contratação e crescimento do produto sem que seja investido tempo e dinheiro de forma desnecessária ou em momentos críticos para o negócio. Experimente!

Quer saber mais sobre objetivos e modelos de negócio de aplicativos? Temos novas turmas para o Curso Introdução ao Universo Mobile, mande um e-mail e saiba mais pelo alo@sobreapps.com.br.

Quanto custa fazer um app?

Soraya Lopes | | tive uma ideia

Todos os dias recebemos emails, ligações, whatsapps com uma pergunta que parece afligir muito quem está se começando na área de inovação e tecnologia e com uma ideia na cabeça: “Quanto custa para fazer um app?”

Bom… o que podemos dizer é que não existe uma fórmula secreta para essa questão, por causa dos inúmeros fatores que devem ser considerados. Um desses fatores (e o que mais temos visto nesses casos que recebemos) é que, em geral, as características e objetivos do app ainda não estão nem definidos, o que torna impossível saber os custos e prazos para construir esse produto.

O processo de construção de um app é bastante semelhante ao de uma casa. Imagine que você gostaria de construir um sobrado. O que seria necessário para obter um orçamento? Sim, uma planta! Ou no mínimo a quantidade, características e tamanho dos cômodos que deverão compor a planta para que alguém possa desenhá-la.

“Mas não dá para sair fazendo e depois mudar?”, vamos voltar para a metáfora da casa: vale a pena começar a construir a casa e só depois definir onde fica o quê e para quê? Imagine ter que quebrar o piso da sala ou do quarto para poder passar encanamento de esgoto porque o banheiro não tinha seu local definido! Estranho, né?

Para desenvolver um app é preciso alguns recursos (pessoas) com diferentes perfis e funções, e cada um tem seu custo e seu prazo, baseados nas funcionalidades e grau de dificuldade de implementá-las. Em geral, a equipe mínima para desenvolvimento é:

  1. UX e Design: aqui estão as pessoas que vão cuidar da UX (User Experience é tudo o que se refere a como o aplicativo responde ao usuário, formas de toque, disposição de conteúdo, fluxos, etc) em alguns casos desenhando até um protótipo. Depois dessa definição, vem o Design do layout em si, quando serão desenhadas cada uma das telas e depois preparadas para equipe de devs. Essa equipe é também a que ajudará a desenhar a “planta” caso o cliente precise;
  2. Backend: se o produto precisa de cadastro, mudança online de conteúdo ou guardar algum tipo de histórico ou dados, ele necessariamente precisa deste cara. Ele, em geral, é responsável pelo Banco de Dados, lógicas e APIs (comunicação entre servidor e app via rede);
  3. Dev iOS, Windows Phone e Android: talvez você ainda não saiba, mas Android, Windows Phone e iOS utilizam linguagens totalmente diferentes para desenvolvimento. E pode ser que o seu projeto precise de um desenvolvedor para cada uma delas, já que devs que trabalhem com ambas plataformas são mais raros;
  4. QA: Alguém tem que testar para ver se tudo ficou 100% como foi pensado lá na “planta” e se algum erro (bug) ficou para trás. O ideal é ter pessoas exclusivas para isto, que documentem, criem casos de testes e que tenham bastante compromisso com a qualidade.
  5. Frontend/Backend Web: Se seu produto precisa de uma ferramenta na web para input de dados, análise de relatórios ou mesmo uma integração completa, é preciso que essas pessoas também sejam envolvida no projeto;
  6. Gerente de Projetos: é o cara que consolida tudo e se responsabiliza pelos prazos e qualidade. Ele fala com cliente, devs, designers, redatores para garantir o ritmo e o fluxo de trabalho, ou seja, sem ele a coisa pode desandar muito.

Bom, após definidas as funcionalidades e suas características fica fácil levantar qual a necessidade de recursos ou equipe envolvida e qual será a dedicação, provavelmente em horas, para concluir  o projeto. Com isso também se levanta a “matéria prima” necessária, ou seja, servidores, domínios, licenças, serviços e certificados necessários. Depois é basicamente somar tudo para responder a pergunta lá no início: “Quanto custa para fazer um app?”.

Se você ainda não tem todas as funcionalidades definidas para seu produto e quer entender melhor como definí-las, basta nos enviar um email para agendarmos um call: alo@sobreapps.com.br

Foto: ota_photos

Afinal, o que é MVP?

Soraya Lopes | | tive uma ideia

O termo MVP (Minimum Viable Product, ou seja, Produto Viável Mínimo) está cada vez mais presente em apresentações, reuniões e bate-papos sobre startups e aplicativos. Mas afinal de contas, o que é isto?

Por exemplo, você tem uma ideia e a) passa meses planejando, projetando e investindo para só então criar um produto final; ou b) cria uma versão beta com mínimo de funcionalidades que julga necessárias e vai evoluindo conforme feedback dos usuários e aprendendo com o produto? O segundo caso é um exemplo clássico de MVP. O produto viável mínimo, nada mais é que uma versão capaz de testar o modelo de negócio devendo ter a estrutura mínima para atender o problema que se propõe a resolver e ter valor suficiente para que as pessoas comecem a utilizá-lo, realizado com maior velocidade, menor esforço e menor custo.

O MVP pode ser de Baixa Fidelidade (Lo-Fi) e de Alta Fidelidade (Hi-Fi). A primeira é mais utilizada para validação de conceito e de premissas iniciais do negócio, como por exemplo: mock-ups e vídeos. Já o segundo, tem implementação mais complexa, mas apenas com as funções necessárias, sendo um produto devidamente acabado, por exemplo um protótipo funcional.

Mas veja bem, não se deve confundir “mínimo de funcionalidades viáveis para teste de modelo” com “funcionalidades malfeitas que sequer podem testar conceito”. O produto não precisa ser perfeito, mas deve ser capaz de ser testado, mostrando erros e acertos de forma mais rápida e barata, do que colocar um produto na rua sem qualquer validação.

Então na hora de criar seu “MVP”, preste atenção nessas 6 dicas que podem ajudar:

1) Definir a proposta de valor do seu negócio e quais as características mínimas que seu produto deve ter para que a proposta seja devidamente entregue, ou seja, foque no que interessa realmente neste momento e teste apenas isso, pois tempo é dinheiro;

2) Quer ganhar dinheiro? Então lembre-se de considerar o modelo de negócio alinhado com o problema que o produto deve responder nas funcionalidades, entendendo, por exemplo, se existem pessoas dispostas a pagar pela primeira versão;

3) Menos nem sempre é mais. Desenvolver o mínimo viável não quer dizer que se deve optar sempre pelo mais barato e rápido;

4) Não crie apenas para mostrar para o investidor. Seu negócio deve resolver problemas de pessoas ou empresas. Limitar a criação a um punhado de dinheiro não deve ser sua meta;

5) Validar wireframes com usuários ajuda a economizar tempo e dinheiro em muitos casos, deixando o produto responsável exclusivamente pela validação do negócio;

6) Pense bem em quem são os usuários do seu produto. Defina as personas, ou seja perfis parecidos com esses usuários, e inclua no grupo de beta testers para garantir que ele seja avaliado pelo seu público-alvo.

O MVP é uma versão simplificada de um produto colocado em prática. Ele deve ser útil e atender às necessidades de seus usuários e do seu negócio, ao mesmo tempo que forneça um ciclo de feedback suficiente para orientar sua evolução com métricas mensuráveis. Certamente ele terá erros e alguns problemas, mas essa é a parte essencial durante a descoberta para validar sua ideia e para a tomada de decisões.

Abaixo um video de Eric Reyes, que popularizou o termo MVP no seu livro The Lean Startup, em português “A Startup Enxuta”, que prega justamente o densevolvimento rápido e contínuo eliminando desperdício de tempo e recursos.

Vem notícia boa logo mais!

Bruna Bites | | tive uma ideia

Porque nós amamos mobile e design e também porque queremos cada vez mais compartilhar conhecimento, conectando pessoas para transformar aplicativos em bons negócios, fomos buscar reforços de peso no mercado de startups.

Fiquem atentos, pois conseguimos dar um passo muito importante que vai transformar a SobreApps numa empresa que vai além, e vai transformar a maneira de se criar produtos digitais e mobile no mercado brasileiro.

Os 6 erros mais comuns em projetos mobile

Bruna Bites | | tive uma ideia

Ao longo de todos esses anos que trabalhamos com projetos mobile, muitos compartilharam ideias de aplicativos e nos perguntaram se daria certo, se a ideia era boa. O curioso é que a primeira pergunta nunca foi qual o melhor jeito de construir o app ou de colocar esta ideia na prática.

Após inúmeros projetos e produtos, de empreendedores, empresas grandes ou pequenas, identificamos os erros mais comuns e que mais comprometem o sucesso de um produto que além de comprometerem a qualidade final, quebrarem prazo e aumentarem o custo (seja para o cliente ou para quem está desenvolvendo, não tem jeito, vai dar prejuízo) desgastam a relação entre os membros dos times.

São eles:

1) Começar o desenvolvimento e só depois iniciar o layout:

Uma comparação é ao construir uma casa. Começar a desenvolver antes de pensar no layout, equivale a começar a subir paredes sem saber exatamente onde elas devem ficar. Percebe que a chance disso dar certo é muito baixa, certo? É incrível a quantidade de projetos iniciados assim. O custo para implementar o layout, o fluxo e os comportamentos depois acaba ficando mais alto, sem contar a gravidade de não trabalhar corretamente o UX ou acabar diminuindo a liberdade de criação no design por medo de não dar certo na hora de implementar em um sistema já pronto.

O melhor é iniciar o projeto tendo uma estratégia do produto mínimo (MVP) alinhando UX/UI e também envolvendo desenvolvedores – porque não? – para que quando for iniciar o desenvolvimento os trilhos já estejam montados para fluir o máximo possível.

2) Começar desenvolvendo e depois integramos com APIs:

Se usarmos a analogia de construção de casa, isto seria como começar pelas paredes e telhado para depois fazer o alicerce. Esta situação é uma das mais comuns, muitas vezes pelo fato da equipe de backend e web ter outras atividades priorizadas. Em geral, o retrabalho nos aplicativos no momento de integrá-los após já construídos é significativo, podendo inclusive inviabilizar algumas funcionalidades porque a arquitetura não comporta o comportamento desejado.

O backend e os WebServices devem ser feitos antes do início do desenvolvimento do app, e é fundamental que esteja 100% alinhado com os comportamentos previstos na etapa de UX e UI.

3) Não ter um UX/UI com conhecimento Mobile:

Investir tempo para aprendizado em Mobile e suas melhores prática é fundamental. Estamos cada vez vendo mais layouts com características muito mais de web que de mobile, talvez pelo boom de criação e planejamento de aplicativos e demanda de profissionais, o que acaba comprometendo o produto final. Além de velocidade e qualidade, na maioria das vezes os fluxos e comportamentos não são comuns para um app na visão do usuário, o que gera desconforto e péssima reputação.

O melhor a fazer é estudar e praticar muito os guides de cada OS e assim, potencializar as chances de sucesso do produto.

4) Não realizar testes com cenários de rede e memória:

Ok, é muito difícil realizar testes em todos os aparelhos necessários, pelo alto valor de investimento na compra dos devices e pelo tempo para execução da rotina de teste (impressionante como tem pressa quem quer desenvolver um app!). Por isto muitos acabam realizando a maior parte dos testes em simuladores. Este erro compromete muito o pós lançamento, pois na vida real os usuários vão usar diferentes modelos de smartphones e tablets, com diferentes configurações de memória e tela, com inúmeros vídeos, músicas, fotos e apps instalados, e com todo tipo de sinal de rede (de inexistente ao ótimo).

Neste caso, o melhor a fazer é ter claramente qual o comportamento esperado para situações sem rede ou pouco sinal e testar no maior número de equipamentos possível, com diferentes cenários de rede (wifi, edge, 3G, 4G…) e memória.

5) Incluir versões antigas de OS:

É claro que quanto maior o número de usuários melhor, mas é preciso se desapegar de alguns. Se são lançadas novas versões de OS (Android e iOS por exemplo) é porque é preciso ajustar algumas coisas e evoluir outras. Apesar disso, é comum o desejo de manter versão 2.3 do Android e 6 do iOS para suportar o maior número de equipamentos possível, o que é um erro super comprometedor porque isto promove o nivelamento por baixo.

O melhor a se fazer é determinar as duas últimas versões e manter sempre o foco na próxima, para que os usuários possam usufruir do máximo de possibilidade de implementação que depende do OS.

6) Mudar escopo no meio do desenvolvimento:

Ter alguns ajustes no meio do caminho é aceitável. Mas o que ocorre com muita frequênciaé mudar o escopo adicionando ou alterando funcionalidades quando o projeto já está na fase de desenvolvimento. Isso gera potenciais  atrasos, diminuição da qualidade de entrega e na maioria das vezes, desmotivação da equipe.

Para evitar conflitos e administrar possíveis mudanças no produto o que aconselhamos é dividir o escopo em pequenas partes entregáveis e imutáveis.

É preciso reconhecer que na maioria dos projetos de aplicativos a equipe responsável nas empresas não tem experiência com apps, e em muitos casos até com tecnologia. Nas nossas observações, em geral, o cliente dono do produto é originado das áreas de comunicação das empresas, o que, em muitos casos, não permite clareza sobre o processo de desenvolvimento.

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Por conta disso, para evitar esses erros do projeto é preciso ter 3 pontos que devem ser considerados dogmas e nunca serem ignorados:

1) Estabelecer um processo de entendimento, criação, documentação, desenvolvimento, testes e implantação muito claro e com vários pontos de validação do cliente. Sendo que sem determinadas validações o processo não pode evoluir para o próximo passo.

2) Comunicação e Alinhamento periódicos com as equipes envolvidas para que dependências, decisões e status sejam discutidos e devidamente compartilhados – o desenvolvimento de aplicativos se dá muito bem com scrum!

3) Sinceridade! A equipe desenvolvedora e a equipe cliente precisam trabalhar sempre com a verdade. Se é possível ou impossível, se é bom ou ruim, bonito ou feio, interessante ou ridículo… Além do entendimento das necessidades e limitações, com isto, é possível garantir objetividade e responsabilidade dos envolvidos.

[box type=”shadow”]A SobreApps tem uma equipe especializada em desenvolvimento e gestão de projetos mobile. Quer evitar atrasos e aumentar a qualidade? Entre em contato e saiba como: alo@sobreapps.com.br[/box]

Solução para mobilidade!

Soraya Lopes | | inovação, tive uma ideia

Salve!

Estamos trabalhando num projeto que busca facilitar o uso da bicicleta como principal meio de transporte para o maior número de pessoas possível.

E agora, para evoluir em alguns pontos, criamos um questionário muito simples e objetivo, mas que vai ajudar com uma série de características funcionais e de comportamento da ferramenta.

Então que tal ajudar, respondendo a essas perguntas? Não leva mais que 2 minutos:

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Foto: kohlmann.sascha

App ou Site: qual a melhor opção?

Soraya Lopes | | tive uma ideia

Uma das dúvidas mais constantes é se o produto deve ser um app ou um site. Em geral ela não vem em formato de pergunta, mas sim em uma solicitação de orçamento.

Há três ou quatro anos aplicativos eram artigos de luxo e site mobile um artigo aspiracional. Era comum receber solicitações de apps de escopo variado, mas sempre de produtos novos ou promoções. Já os sites ou eram ignorados ou eram apenas tratados como forma resumida.

Hoje as demandas mudaram e é comum ver apps com traços muito mais corporativos ou que tenham basicamente as mesmas funções ou propósito do site, seja mobile ou não. Já os sites estão cada vez mais presentes. Quem não tem uma versão mobile (responsivo ou feito para isto) não está com nada. Principalmente com o anúncio do Google no último dia 21 de abril sobre seu novo algoritmo Mobile Friendly Google.

Mas afinal, como saber se deve-se investir num aplicativo ou em um site responsivo? Aqui estão algumas dicas que pode facilitar muito esta decisão:

Você deveria optar por um Aplicativo:

  1. Se o produto precisa de recursos do smartphone como GPS, Câmera, Bluetooth, o melhor é utilizar componentes e bibliotecas nativos, pois além da performance das funcionalidades, a implementação é facilitada.
  2. Se a ideia é permitir que o usuário guarde dados, históricos de navegação ou interação, bem como, faça personalizações. Já que o aplicativo pode salvar informações na memória do dispositivo.
  3. Caso seu produto precise ser usado em locais com baixo ou nenhum sinal de rede (3G, 4G, WiFi) criar um app é o melhor negócio, pois é possível criar um banco de dados para armazenamento e (caso necessário) uma rotina de sincronização quando for encontrado sinal de internet.
  4. Para um layout mais complexo que prevê animações e transições detalhadas o aplicativo é a melhor opção. Os elementos nativos permitem um UX mais completo e previsível sem perda de performance.

Você deveria optar por um Site:

  1. Se para seu projeto o SEO é importante, a dica é priorizar o desenvolvimento web. Aplicativos são ambientes fechados e não podem ser rastreados pelos motores de busca, ou seja, nada muda no seu ranking de busca orgânica.
  2. Se seu produto (um jogo, por exemplo) prevê sexo, drogas, linguagem pesada ou violência, a melhor opção é seja um site. As lojas (App Store e Play Store, por exemplo) costumam não permitir conteúdos que contenham sexo, violência ou apologia a álcool e drogas. Leia as políticas de cada uma e certifique-se de que seu produto não tenha qualquer característica que o exclua.
  3. Quanto maior a necessidade de updates no produto, mais indicado é fazer um site. Isto porque o tempo que as lojas (principalmente a Apple Store) leva para disponibilizar a nova versão para o público final pode demorar, já que os aplicativos sempre passam pela avaliação deles.
  4. Se o intuito é atingir todo e qualquer mercado de smartphone com baixo investimento, o desenvolvimento web é o mais indicado, uma vez que o produto é consumido via navegador (Safari, Chrome e etc) não precisando de desenvolvimento específico por OS.

Com estas dicas é possível avaliar melhor o seu produto e assim facilitar a tomada de decisão. Claro que não se tratam de regras rígidas, mas elas podem dar um bom norte no seu planejamento e concepção do produto.

[box type=”shadow”]Ainda preso? Não hesite em em nos mandar perguntas e comentários: contato@sobreapps.com.br[/box]

5 dicas para cativar o usuário do seu aplilcativo!

Soraya Lopes | | tive uma ideia

É certo que em 2014 e 2015 a agenda está voltada para a consolidação de algumas inovações que cada vez se tornam mais realidade, como: beacons, Internet das Coisas, wearables, etc. Isto gera um fenômeno comum para todos os projetos de tecnologia, sobretudo de mobile, que é o aumento da expectativa dos usuários.

Todos os dias é possível perceber que as pessoas querem que seus principais problemas sejam magicamente resolvidos pela tecnologia, o que é uma grande oportunidade para quem está atento.

Pensando nisso, fizemos uma lista de dicas de como cativar o usuário para que seu app não fique aquém de suas expectativas:

1) Tem que ser Intuitivo:

Sim, o usuário não pode olhar e não entender o que fazer, como usar ou por onde começar. O próprio iPhone mostrou o poder da tecnologia intuitiva, sem necessidade de manuais e que se instaura no dia a dia sem que percebamos.

Para isso a experiência do usuário tem que ser simples e muito bem pensada.

2) Velocidade:

O que é preferível: vários utensílios que resolvem seu problema de forma rápida, ou um que responda de forma lenta? Pois é, o usuário quer rapidez de atendimento às suas demandas e velocidade de implantação.

Desta forma, invista em pequenos entregáveis e em constantes melhorias.

3) Reconheça a falha e seja rápido em implementar ajustes:

As lojas são locais onde avaliações e opiniões são públicas. Caso tenha qualquer feedback sobre o app, implemente já! Lembre-se: o usuário sempre tem razão e nunca tem responsabilidade.

Outro ponto que se deve ter sempre em mente é que se olhando para o escopo ou interface, você deve esquecer o “eu acho que” e partir para um teste A/B para ter certeza.

4) Diversão:

Surpreenda com uma interface bonita, detalhes bem pensados e implementados e bom humor. Eu sempre pego o Google como exemplo: se escrevemos “caza”com z no campo de busca ele retorna de forma educada e bem humorada: “Oops, você quis dizer”.

Placeholders, spinners, animações e alertas são bons momentos de apresentar feedback educado e divertido. Sério, o usuário sempre fica mais feliz e menos reticente.

5) Seja transparente, sempre!

Errar é humano, certo? Então é preciso sempre lembrar os usuários de que existem humanos por trás do produto. E isto só se consegue com uma comunicação muito transparente. A verdade precisa ser colocada sempre, seja sobre problemas, planos, soluções e cronogramas.

Sendo assim, assuma que o produto e o negócio estão em constante evolução e seja franco com o usuários, os steakholders e com você mesmo.

E você, como pretende cativar o seu usuário? Deixe um comentário aqui ou em nossa página no Facebook: facebook.com/SobreApps.